Amigos e irmãos, hoje é dia de São Sebastião, que é sincretizado por parte da Umbanda com Oxóssi, o caçador de uma flecha só.

Nascido em Narbona, Sebastião era legionário romano, chefe da primeira corte dos pretorianos. Cristão convicto foi denunciado ao imperador, amarrado a uma árvore e ferido por flechas, implacavelmente. Deixado como morto recebeu tratamento da parte de uma viúva de nome Lucina. Recuperado foi ter com Deocleciano que mandou matá-lo a bastonadas. Isto a 20 de janeiro de 288, quando tinha 38 anos.

Aqui no Brasil, a 20 de janeiro de 1567, portugueses juntos a indígenas e mamelucos, lutaram contra os franceses na baia de Guanabara quando, conta a lenda, São Sebastião foi visto em plena batalha ao lado dos nativos. Vai daí que é o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. É defensor das moléstias contagiantes e invocado quando das epidemias e guerra.

São Sebastião é Oxóssi no sincretismo religioso que permitia escravos africanos cultuarem seus deuses. Em iorubá quer dizer: protetor das matas. O símbolo que o representa no peji é um arco com uma flecha, elementos contidos em seus pontos marcados, como se vê na ilustração. Suas cores são o verde e branco nos candomblés e azul claro nos ritos nagôs. Oxóssi detém os segredos das florestas e seus santuários são construídos em bosques.

Que Oxóssi vá na frente, sempre, ensinando os passos para a caçada de todos os dias, e iluminando nossas cabeças para sabermos a hora de disparar a flecha certeira. Okê arô, Oxóssi! — com Waldir Persona.

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